Domingo, Setembro 07, 2008
Estou afastada daqui, mas vou voltar. Vou mudar td por aqui e com certeza voltarei. Além de gostar muito desse espaço, ele me proporcionou conhecer pessoas maravilhosas, e sou muito grata por isso.
Bjus a todos e até a volta. Prometo não demorar muito.
Por Lidi às 9:24 PM
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Terça-feira, Junho 17, 2008
Rodei a chave e girei a maçaneta da porta, tudo o que vi foram aquelas paredes brancas e a sala vazia. Andei vagarosamente até a janela e olhei para baixo por entre o vidro, tudo que vi foi o movimento de carros na rua e uma luz fraca que teimava em penetrar pela janela. Luz do sol dizendo adeus ao dia. Fraquinha, laranja e que tinge o céu de um colorido que nenhuma aquarela é capaz de reproduzir com tamanha perfeição. Quis sentir o vento batendo no rosto e num movimento rápido abri toda a janela. Num segundo um número sem fim de cartas e contas começaram a voar por entre os cômodos. Correspondências há muito deixadas por debaixo da porta. Caminhei vagarosamente por entre as portas fechadas e fui abrindo uma a uma, como num ritual de purificação. Como que para limpar a escuridão com raios de luz. Mais uma vez reparei nas paredes vazias e nas marcas que os quadros haviam deixado. O colorido abrira espaço para o branco e isso incomoda minha vista. Não consegui distinguir ao certo se estava triste ou feliz. E naquele momento a solidão dói, em pequenas doses de desespero e medo. Vislumbrei com esperança o futuro e queria esquecer um pouco o passado. Talvez para aliviar todo aquele tormento, mas o presente ainda estava bem vivo na memória e nem os pequenos sonhos puderam evitar que lágrimas rolassem por minha face. Deixei cair todas para tentar jogar fora aquele sentimento ruim que estava dentro do peito. Depois, um pouco mais tranqüila, passei a mão no rosto, limpei aquela maquiagem borrada, olhei-me no espelho e disse a mim mesma que agora seria um novo começo e que havendo deixado tudo para trás o caminho seria sem volta. Não me permitiria retroceder, a linha do horizonte seria meu guia. Abracei a solidão daquela casa vazia e tomei como princípio de vida o pôr do sol que mesmo trazendo o escuro da noite consegue impressionar e multicolorir todos os dias.
Por Lidi às 7:02 PM
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