| |
|
|
Domingo, Junho 21, 2009
Acho uma pena que falar em coração tenha se tornado uma coisa tão antiga.
Mas o fato é que tornou-se.
Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão…Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas.E, no entanto, estamos falando dele, do nosso órgão mais vital, do nosso armazenador de emoções, do mais forte opositor do cérebro, este sim, em fase de grande prestígio.
O que está em alta?
Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia!Gostamos de pessoas que pensam rápido, que são coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e comentários espertos.
Toda essa eficiência só corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo número 1 do cérebro: o coração.
É o coração que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de lágrimas por causa de uma discussão com o namorado.
É o coração que faz com que o empresário que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de família.
É o coração que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faustão põe no ar o quadro arquivo confidencial!
Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavranão sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.
Se a expressão “beijo no coração” é considerada “over ", voltemos a ser simples.Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado.

Publicado por: Lidiane às 1:33 PM
Sábado, Junho 13, 2009
Nenhum de nós está isento de sentir raiva. Não é dos sentimentos mais nobres mas brota fácil, e negá-la não resolve. Uma vez alguém disse que raiva ou vira doença ou vira karma, ou seja, se negamos fingindo que está tudo bem ficamos doentes com nosso próprio veneno. Se externamos, semeamos atitudes que em algum momento retornarão, como bolas de tênis num paredão. Sinuca de bico, não?
Diz a lenda, que o ideal é refrear o impulso imediato de externar a raiva através de atitudes impensadas, de forma que possamos avaliar o sentimento sem que o coração esteja disparado predispondo-nos a lutar ou fugir. Não negar, mas perceber a existência do sentimento e questionar sua validade e profundidade. Depois, mais calmos, conversamos com tranqüilidade e tato com o “agente” causador da raiva para solucionar a situação.
Pessoalmente, quando escolho este caminho, chego a duas conclusões: ou a situação não era tão grave como eu havia pintado e que inclusive enganei-me em algum julgamento, ou que a pessoa com quem se estabeleceu o atrito é mesmo cretina e não vai mudar em virtude dos meus belos olhos. Percebem que em ambos os casos, a raiva é uma enorme perda de tempo? No primeiro caso, perdemos tempo e energia julgando o outro e produzindo mais e mais raiva, afinal, as ondas de sentimento atingem não só o objeto como o emissor, para depois perceber que não era nada do que imaginávamos. No segundo caso, malhamos ferro frio.
A raiva guardada vira ressentimento, porque como ela está lá, reservada como bem precioso em nossos escaninhos cerebrais, de vez em quando damos uma cutucada nela para “re-sentirmos” sua presença. E diz outra lenda, que o ressentimento é o veneno que tomamos esperando que o outro morra...
Do ressentimento, nasce o círculo do ódio, substituindo o ideal que deveria ser o círculo do amor.
No ambiente de trabalho, onde pessoas - que na maioria das vezes são muito diferentes - convivem obrigatoriamente sob o mesmo teto, o ressentimento impera. É bem básico: Fulano acha que Beltrano não trabalha e o persegue ou demite. Beltrano dá a volta por cima e persegue Fulano assim que consegue. Em contrapartida, metade da repartição está apoiando Fulano e a outra metade apoia Beltrano. E a lambança está feita, porque enquanto todo mundo estiver ressentindo situações pessoais nas quais às vezes nem estão envolvidas desperdiça a possibilidade da união.No ponto em que estamos na evolução do planeta, precisamos interromper este círculo vicioso. A palavra chave agora é cooperação. Se não cooperarmos com nossos familiares, nossos amigos, inimigos (sim, com os inimigos também, nem que seja aceitando que eles são assim e saindo de seu caminho seguindo o nosso) e colegas de trabalho não vamos conseguir modificar nossa forma de pensar. E como o pensamento constrói, juntos construímos o planeta que temos, que honestamente não está lá isso tudo, certo? “Tá”, você me diz, “de que adianta eu mudar sozinho? Se ninguém mais muda quem se ferra sou eu.” Faça o seguinte. Experimente ou pelo menos tente experimentar. Depois me conta.

Publicado por: Lidiane às 10:34 AM
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Sou uma sonhadora nata,vivo em castelos de areia bem distantes da vossa realidade.
Alimento-me de poemas e finais felizes.
É certo que a minha -talvez- ingenuidade me afasta de lógicas e filosofias que vocês dizem ser corretas.
Mas eu vivo com a minha lógica e com a minha ( rara ou não ) filosofia, e por tudo isso e por todos o que constroem o meu castelo de todas as vezes que ele é derrubado, por tudo e por todos os que me contornam os sonhos em vez de os destruir, SOU FELIZ.

Publicado por: Lidiane às 6:22 PM
Quinta-feira, Maio 28, 2009
Deixas...
sempre a porta (entre) aberta... olha que eu ENTRO ....
Publicado por: Lidiane às 11:22 AM
|
|